terça-feira, 12 de abril de 2016

Perdida

Eu sei, já vai um tempo mas...

...Sinto que me perdi…

Vejo relâmpagos, ouço-os bem alto… A chuva cai persistente, teima simplesmente em cair… vejo tudo quase parado, quase em câmara lenta, vejo cada gota cair em todo lado. E eu, aqui perdida no meio da multidão… porque que tudo parece tão estranho? Os guarda-chuva abertos parecem burrões que se afastam me mim. Porque que eu estou aqui? Mais um relâmpago e a chuva cai mais forte… triste destino. Estou encharcada, e tremo até aos ossos… mal consigo ouvir. Parece tudo tão distante, mas porque que estou aqui? Estou completamente perdida, a pensar, assim a olhar para cada detalhe, para cada luz persistente em cima da minha cabeça… porque? Tenho uma poça a meus pés, cada vez maior… Não, não consigo mexer-me… Sinto cada gota independentemente de tudo… parecem as palavras de alguém que insiste… Assim como eu, me insisto a sentir este medo irracional… assim como eu estou prestes a ceder a uma coisa impossível, a uma dor provocada.

Insanamente, porque que continuo aqui?
Porque que me mantenho parada, quando tenho um furacão dentro de mim?
Porque?


Photo by: Sukih L.A
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domingo, 30 de junho de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fala-me de ti

Sei poucas coisas sobre ti, sei que não conheço nem metade da metade de ti. Sei que já sofreste, que já choraste independentemente da cara que mostras, independentemente do que digas, das palavras que saiam dos teus lábios desenhados com os mais leves traços de carvão pintados com o mais brilhante tom de rosa.
Danças com o vento, mas a história é outra. Aparentas belos e finos traços de porcelana, as tuas roupas esvoaçam tal e qual o teu cabelo que brilha e esconde os teus olhos molhados das lágrimas que tanto escondes.
Estás feliz, mas já estiveste triste, tens um sorriso subtil, mas eu continuo sem saber nem metade da metade do teu ser.
Tenho muito a descobrir nas tuas palavras codificadas, nas tuas meias histórias, nas tuas meias frases, meias palavras…
Sabemos que não dizes nem dirás metade do que me queres contar, do que queres dizer.
Não há grande coisa de novo para fazer, mas juntamente, o teu ser e o meu, vão conseguir abrir as portas do que para mim é desconhecido e fazer voltar a mim as asas da imaginação, fazendo-me pintar a mais bela obra de arte alguma vez vista, alguma vez criada, num véu que trará de volta ao que sou, a luz, escondendo a escuridão do meu ser, tirando-me da ignorância da melodia que eu ouço, por não saber qual é a verdadeira melodia do teu ser.
 

domingo, 26 de agosto de 2012

Sweet rain

Sweet rain... Drop on me, give me ur kiss, glides through my hair and lips... Then tinkle on the floor.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Na minha mais profunda Solidão...

Aquela imagem toca, está viva e em movimento… Dela saem milhares de sons que se transformam numa bela mas macabra melodia saída das teclas de um piano assombrado. É uma imagem sombria portanto; uma imagem do meu Mundo, do meu ser… A minha alma dentro dela é a que toca e se passeia a correr ou a andar por ente a folhagem das heras que trepam e tentam vestir as arvores despidas, assim como cobrem o chão; também vagueia naquele palácio vazio, deserto de algum tipo de vida…
A solidão é assim um refúgio, uma paisagem… será?
O nevoeiro não deixa ver com clareza tal resposta, as palavras flutuam com ele e ecoam quando batem nas paredes robustas, maciças, pesadas, impenetráveis… frias! Sinto-me confusa, mas a melodia continua, o tom aumenta para o grave e ouve-se uma voz. És tu quem canta com a música.
De repente, vem o silêncio, um silêncio ensurdecedor quebrado pelo som dos teus passos tão pesados.
A minha alma foge de ti, mas eu permaneço quieta sentada ao piano. Errado, eu não, ela! A minha alma! Afinal sou eu quem foge com medo… sou eu, porque fecho o livro rapidamente e tremendo, o atiro contra a parede, com receio que a tua visita seja real, com medo de voltar a sentir a tua presença, a ver o teu rosto mármore, os teus olhos esculpidos de um negro tão profundo e as tuas asas gigantescas, desumanas, impiedosas e petrificantes, que de novo me farão parar e me envolverão cruel e insensivelmente, fazendo-me de novo tua, sem fuga possível para o meu silencio, para o meu livro refugio… para a minha querida Solidão!

A resposta afinal é clara:
A solidão retida por alguns momentos,
Afinal é uma paisagem
E está presa na nossa mente,
Presa nas profundezas dos nossos olhos,
No espelho da nossa alma
Que se reflecte pelo seu brilho e cor,
A essa chamamos a nossa aura
Invisível a certos olhos…

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Boneca de Porcelana

“O que é isso ai? Isso que te tapa a cara?” perguntei com a tua voz sem mexer os lábios, observando somente o invisível, quando a tua boca que não conseguia ver, me respondeu, com os olhos negros visíveis a brilhar, que não era nada que eu necessita-se aprofundar.
Eu posso mexer-me, falar e sentir tal como tu, mas nem desconfias. Finges a minha voz para te sentires bem e sabes perfeitamente que o que tens na cara é uma mascara que formaste para que ninguém visse o estado em que estás.
Acabei agora de estudar-te e depois de ver o que os outros vêem, reparei que tens a cara desfeita em lágrimas, transformada numa lastimável emoção de perda que ninguém gosta. Alguém te feriu… É a tua cor quem o diz.
Afinal não te olhei com o mesmo olhar que eles olharam e olham constantemente. Esse, o visível, é a única maneira possível para eles de ver, mas para mim não, ainda existe esta e outras mais…
Com o meu abraço no teu, enroscaste-te de maneira a poderes simplesmente sentir que estás segura, esmagando-me literalmente contra o teu peito. Apesar de saberes que estou aqui e que não posso nem quero sair, teimas na mesma saudação para a dor e a saudade, acabando por me molhares as roupas com as tuas lágrimas.
E agora deitadas, frente a frente, olhos nos olhos, estou a ver a tua alma a fugir, a correr para longe… O teu olhar a vidrar e tu a perder a força, a vida… adormeceste. Eu fecho os olhos e finjo fazer o mesmo. Sim, finjo…porque sei que tenho de tomar conta de ti enquanto dormes, porque sou a tua bela boneca de porcelana que tanto estimas e tratas, que acolhes, penteias e vestes à tua semelhança.
 
Tu não sabes,
Mas sou mais que uma boneca...
Sou o teu anjo, a tua alma, a tua sombra…
E acima de tudo a tua máscara.
Tu nem desconfias...
Foto tirada por mim :)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tempo, vento e chuva

Tal como podemos ver quando olhamos pela janela, o tempo muda, e com cada mudança, leva com ele todas as memórias, tudo o que passou…
A chuva vai caindo e aquela melodia recorda cada tecla de um piano que acompanha o crescimento de uma bela rosa, que depois de arrancada morre lentamente, de uma forma bela e silenciosa no olhar triste e apaixonado de alguém que perdeu o seu amor.
Com os olhos secos de uma cor azul do céu, observando pela janela a rotina de todos os dias, sinto que algo mudou, e não há como seguir… Então, a cor se vai transformando em cinza triste, seguida por um negro impiedoso onde uma lágrima se transforma.
Percorro a correr, com os pés descalços, aqueles caminhos chorosos de sombras que aumentam com o passar do tempo, que gritam e desesperam por um novo olhar…
Continua assim a chuva a cair em mim, molhando meu corpo, meus cabelos negros, meu rosto, meus lábios, meus olhos… escondendo as lágrimas que teimam em cair… Paro no meio da rua e contemplo o solo observando cada gota que cai, sentindo o solo nos meus pés maguados e sentindo o frio que me toca e me gela…
Aconchego-me nas roupas molhadas, mas já nada me chega, já nada me basta…
De joelhos caio no chão, que me raspa os joelhos fazendo-os sangrar...

Nesse momento entendi...
Não somos imortais!
E com o sangue que derramei
Envolvendo a água à minha volta
Assim como as minhas mãos
Senti a brisa que me dizia ao ouvido:
"Nem todos os momentos são felizes,
Existem tambám as lágrimas, o sangue e a dor!"
E tudo levou,
Nada ficou, Nada sobrou.